Postagens

Mostrando postagens de dezembro, 2025

📖 Capítulo 5: Ano Novo: Quando a Estrada Volta a Chamar

Imagem
🏍️😎🧑‍🦯 Série - O cego e sua moto: Entre o real e o imaginado 👉 Todo começo é uma possibilidade que pede coragem para virar realização. O Ano Novo não chega em silêncio. Ele chega como estrada aberta. Na linha tênue Entre o Real e o Imaginado, os primeiros dias do ano não são sobre promessas ditas em voz alta, mas sobre decisões íntimas. O motor liga cedo. Não porque há pressa, mas porque ficar parado também é uma escolha. Em Pompéia, o ano começa com memória no bolso. O cego sabe de onde vem, e isso importa. Possibilidades não nascem do nada; elas brotam do que foi vivido. Cada lembrança vira base. Cada história, impulso. A estrada leva a Quintana, onde o novo ano ensina que nem toda realização precisa ser grande para ser verdadeira. Às vezes, realizar é continuar. É não desistir. É manter o rumo quando tudo parece pequeno demais para importar — mas importa. Já em Herculândia, o Ano Novo chama mais no corpo. Terra, trabalho, constância. Aqui, possibilidades só se tornam concretas ...

📖 Capítulo 4: O Natal dos sentidos

Imagem
🏍️😎🧑‍🦯 Série - O cego e sua moto: Entre o real e o imaginado 🎄 O Natal chega diferente quando se anda por estradas que não dependem dos olhos. Nem todo Natal precisa ser visto para ser sentido. Basta ser vivido, e se possível com muita intensidade! Entre o real e o imaginado, no mundo do Cego e da Gatuna, o período natalino não é marcado por luzes piscando em vitrines, mas por sons que tocam. O ronco baixo da moto corta a SP-294, em plena região da Alta Paulista, como um fio invisível, ligando cidades que aprenderam a existir longe dos grandes centros e perto demais da própria resistência. Em Pompéia, o Natal tem cheiro de quintal antigo e conversa atravessada no portão. É onde a memória insiste em permanecer. Ali, o cego não vê as casas enfeitadas, mas reconhece o tempo pelo som dos familiares e amigos. O Natal, em Pompéia, é reencontro com aquilo que nunca foi embora. A estrada segue até Quintana, pequena, quase silenciosa. No Natal, a cidade ensina que nem toda celebração preci...

📖 CAPÍTULO 3: A GATUNA MÍTICA - O PACTO

Imagem
🏍️😎🧑‍🦯 Série - O cego e sua noto: Entre o real e o imaginado Quando passo a mão pelo tanque da Gatuna, não sinto apenas metal. Sinto algo que pulsa, que guarda memórias que não são minhas. Cada risco, cada imperfeição, parece carregar um tempo que eu não vivi, mas que, de algum modo, me escolheu. Giro a chave. Acordá-la é um rito. A Gatuna não liga: ela revive. Seu ronco se espalha como um chamado que vem do fundo do mundo. A vibração sobe pelo meu braço, atravessa o peito e encontra o ritmo do meu coração. É como se dissesse: “Pronto. Agora somos um só sistema, uma organização única, um único mecanismo.” No meu imaginário, tudo fervilha... Seria a Gatuna uma lenda mitológica que se materializou? Seria a Matrix tentando me engolir? Ou minha própria consciência me orientando na caminhada? Seja o que for, fiz um pacto com ela: vamos percorrer as cidades da Alta Paulista, em busca de histórias, saberes e novas descobertas. Na nossa primeira temporada, começamos por Pompéia, Quintana, ...

Pílula do dia... Semeando

1 Que memória o vento ativa quando passa pelo seu corpo?  

📖 CAPÍTULO 2: GATUNA, a moto MÍTICA - O chamado

Imagem
 🏍️😎🧑‍🦯 Serie - O cego e sua noto: Entre o real e o imaginado Eu sempre tive vontade de ter uma moto estradeira. Curioso é que, justamente depois que a escuridão tomou conta dos meus olhos, encontrei uma. Não no mundo concreto, mas naquele território profundo onde guardamos o que ainda não vivemos. Ela estava lá, silenciosa, pertencendo ao destino antes de pertencer a mim. Até que, numa manhã qualquer, ouço um som se erguendo. Um ronco que parecia carregar ecos de histórias nunca contadas. Um chamado. Um reconhecimento. Um encontro. Era ela: a Gatuna. Vibrante como uma fera despertando de um sono antigo, sutil como segredos sussurrados, mitológica como criaturas nascidas do encontro entre medo e coragem. Havia algo no motor dela que girava diferente, como se aquela vida não viesse de fábrica, mas de um lugar anterior, impossível de nomear. Naquele instante, percebi: alguma coisa em mim havia sido convocada. E foi aí que começou o pacto. ***DESCRIÇÃO DA ILUSTRAÇÃO – CAPÍTULO 2 ...

🏍️😎🧑‍🦯 Capítulo 01: O cego, a moto e a estrada

 🏍️😎🧑‍🦯 Serie - O cego e sua noto: Entre o real e o imaginado O barulho do vento é o primeiro a chegar. Um vento que corta, que avisa, que empurra. Ele sabe que está na estrada antes mesmo de sentir o cheiro do asfalto quente. A moto, sua Gatuna, vibra sob as pernas como um animal vivo, inquieto e fiel, pressentindo antes dele quando o mundo está prestes a mudar. Ele não enxerga a faixa contínua, os carros passando, o horizonte cinza à frente. Mas sente tudo. Sente a estrada pelo corpo, pelo som, pelo movimento. Lê cada variação do vento como quem decifra um mapa invisível aos outros. De repente, a Gatuna desacelera com aquele ronco grave que sempre o faz sorrir. Ele encosta, colocando os pés no chão como quem retorna a um território sagrado. Um cego sozinho descendo de uma moto no acostamento de uma rodovia. Você consegue imaginar isso? Para muitos, seria absurdo. Mas não para ele. Porque essa estrada não é feita de visão. É feita de vontade. Ele ergue o capacete, respira fund...

🏍️😎🧑‍🦯 Chegou a série - O Cego e Sua Moto: Entre o Real e o Imaginado

                         🚀✨ Estreia no Asfalto da criatividade!     O Cego e Sua Moto: Entre o Real e o Imaginado Uma série onde cada curva carrega memória, cada silêncio guarda história e cada ronco do motor abre caminho para mundos que só a coragem enxerga.     Acompanhe essa jornada em que um homem cego, sua moto e a imaginação reconstroem o interior de São Paulo, a região da Alta Paulista, por meio de sons, cheiros, lembranças e encontros. Vem com a gente. O farol agora é a palavra.               

O cego com asas

A luz apagou como um raio, e mesmo assim, eu continuei... De um instante para o outro, fui obrigado a compreender que o mundo não some, ele só muda a forma de ser vivido! Nasci no século passado, em 1975 e encontrei os computadores na universidade. Já como professor, a internet virou parceira de sala de aula, de curiosidade, de descoberta. Vi o “dá um Google” nascer, o papel virar digital e as redes sociais ganharem um poder mais do que humano.  Hoje, como deficiente visual, no universo tecnológico, consigo navegar com leitores de tela, comandos invisíveis e uma coragem que não faz barulho, mas sustenta o dia. Entre perdas e ganhos, sofrimentos e prazeres, aprendi a usar o Whats App. E agora, mantendo algo que sempre defendi. sermos protagonistas das nossas próprias histórias, me lanço em mais um desafio: "domar" as inteligências artificiais. De um prompt para outro, a metamorfose chegou! Virei um cego com asas — não para enxergar o céu, mas para sentir o vento que aponta o c...